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Manaus: Arrastão e tentativas de assaltos provocam correria e fecham lojas no Centro

Já quase Nas vésperas do Natal, a cidade de Manaus passa  por  um arrastão e duas tentativas de assalto a uma loja de calçados e de departamentos na Rua Marechal Deodoro, provocou pânico, no início da noite desta quarta-feira (23), no Centro de Manaus. Clientes que faziam compras na região começaram a correr para dentro dos estabelecimentos, levando lojistas a fechar as portas nas Avenidas Eduardo Ribeiro e 7 de Setembro, além da Rua Saldanha Marinho. Três homens foram presos suspeitos de participação nos assaltos. As informações são do tenente Elton Calado, da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).
Segundo o PM, o  caso começou com uma série de roubos cometidos pelo trio na Praça da Matriz. Em seguida, o grupo realizou duas tentativas de assaltos a lojas na área central e, conforme o tenente, o suspeito não conseguiu efetuar o crime. "Logo após isso, começaram a espalhar a informação de que estavam fazendo arrastão em todo o Centro, tendo início a correria dos pedestres. Recomendamos aos lojistas a fecharem os estabelecimentos", declarou.
De acordo com informações do site d24am, os Policiais da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e da Rocam permanecem no local. Lojas de departamento como Bemol e Marisa seguem fechadas, enquanto a Riachuelo continua aberta até às 19h30.
De acordo com o tenente, três homens, suspeitos da tentativa de assalto às lojas, foram presos e levados para o 1° Distrito Integrado de Polícia. Marcelo Cordeiro Rodrigues, de 21 anos, Nilson Fagner Lemos de Souza, 21, e Kleber Pereira Gomes de Magalhães, 31, foram detidos próximo à Praça da Matriz, no cruzamento das Avenidas 7 de Setembro com a Eduardo Ribeiro.
Pânico nas ruas do Centro
O pânico causado pelas tentativas de assaltos provocou a invasão de lojas por clientes que buscavam se proteger. Um vendedor de uma loja de calçados chegou a desmaiar. Já a dona de casa Roberta Pinheiro da Silva, de 38 anos, estava escolhendo bijuterias do lado de fora da Marisa quando o tumulto teve início. "Só vi as pessoas correndo e acabei sendo empurrada para dentro da loja. Caí no chão e machuquei o meu cotovelo", declarou.
Vendedora da Riachuelo, Célia Veiga, de 26 anos, disse que ficou trancada dentro da loja para se refugiar do tumulto. "Tinha muita gente correndo e escutei barulhos como se fossem estilhaços; cheguei a pensar que fossem tiros. Foi preciso fechar as portas e ficar esperando tudo passar", declarou.
Presente ao 1° DIP, onde aguarda para realizar um boletim de ocorrência, um adolescente de 16 anos contou que estava acompanhado de um amigo e acabou sendo abordado pelos três suspeitos na entrada do ônibus. "Um deles pegou no meu braço, o outro me segurou e mais um pegou todas as minhas compras de Natal", declarou.
Já o promotor de vendas, Ageu Rodrigues, de 32 anos, afirmou que foi confundido com um assaltante, sendo agredido pela população. Segundo ele, ao tentar avisar um policial sobre o tumulto, acabou sendo acusado por um funcionário de uma loja. "Estou indignado. Estava com a minha família quando tudo começou", disse. Ele sofreu ferimentos leves na cabeça e orelha.
Uma mulher de 21 anos, também no 1° DIP, disse que estava no Bate-Palma e, no momento da correria, teve o celular puxado. Outras vítimas relataram que tiveram sacolas roubadas dentro das lojas durante o tumulto.
Comandante da PM garante segurança no Centro
O comandante-geral da Polícia Militar, Marcos James Frota, garantiu a segurança no Centro de Manaus, após a tentativa de assalto a duas lojas. Ele afirmou que os lojistas podem permanecer com os estabelecimentos abertos até às 22h.
De acordo com Frota, as tentativas de assaltos às duas lojas provocaram o 'efeito manada', quando ocorre um tumulto generalizado sem um foco específico. "Em um momento desses a população precisa manter a calma. Entendemos que há uma preocupação em relação à violência no Centro. No entanto, em situações como essa é primordial o acionamento imediato da polícia", afirmou.
O comandante ainda explicou como o tumulto começou."O grupo saiu da Praça da Matriz e tentaram invadir a loja C&A, mas não conseguiram levar nada. Foi então, que eles atravessaram a rua e tentaram, novamente, entrar em outra loja, desta vez a Shop do Pé. O roubo, porém, também não teve êxito. Os suspeitos tentaram fugir pelos fundos da loja, que fica rua Marechal Deodoro, mas os policiais da 24ª Cicom conseguir prender o trio".
Frota reinterou a questão do policiamento nas ruas do Centro, e as ações feitas na operação Natal 2015. "Nenhum policial deixou de circular aqui na área central. Estão em alerta. Foi uma situação única e lamentável". ( d24am.)

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