Copa América: Brasil esbarra em muro, no VAR e em sua ansiedade
O empate em 0 a 0 com a Venezuela não deve ser visto como o vexame que seria em outros tempos, afinal não se trata da ‘vinotinto’ de décadas atrás. O resultado tampouco deve comprometer o futuro do Brasil na Copa América, embora com quatro pontos não haja, por ora, vaga garantida. Mas há outros prejuízos que a noite da Fonte Nova deixou para o time de Tite.
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| Foto: Reprodução/CBF |
e ansioso conforme o tempo passava. Não ajudaram também os três gols anulados, dois deles após consultas ao VAR. Aliás, já são cinco gols sofridos pela Venezuela no torneio, todos anulados.
Nas circunstâncias, a seleção encontrou o pior pesadelo: uma parede defensiva montada de forma competente. Mas a seleção ainda se perde em suas ideias na hora de agredir o adversário. Do time mais móvel do primeiro tempo à equipe fixa demais da segunda etapa, mostrou problemas a resolver e jogadores por vezes desconfortáveis em algumas funções.
Problemas a solucionar
Houve bom futebol em parte da primeira etapa. Ali, o time tentava se organizar em torno da mobilidade de Firmino, dos movimentos de Richarlison da ponta para a área, da interpretação dos laterais do momento de ocupar o lado do campo ou construir pelo centro. Tudo isso exige um entrosamento que ainda não há. Firmino está acostumado a sair da área e tocar rapidamente para companheiros que infiltram no tempo certo. Na seleção, ainda não ocorre. Coutinho não acha seu lugar, mesmo mais perto da área rival. O time busca aproximações para jogar, mas o fazia sempre pelo meio, afunilando demais o jogo. Richarlison teve bons momentos pela direita, mas David Neres, muito fixo na esquerda, sentia o jogo. Cresceu ao mudar de lado, mas aí Richarlison sentiu.
A entrada de Arthur melhorou o Brasil ao dr ao time um meia com mobilidade, bom passe, giro, dinâmica. E facilitava que a seleção tivesse controle da bola. Mas Arthur reluta em participar do jogo perto da área rival. Por vezes, o time se separava em dois blocos.
Ainda assim, uma combinação de Firmino e Arthur quase deu o gol a Neres. Richarlison fez o goleiro trabalhar e Firmino teve gol anulado após cometer falta. O Brasil levou só um susto, em cabeçada de Rondón.
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| Foto: Reprodução/CBF |
Tite sacrificou Richarlison para colocar Gabriel Jesus pela esquerda. Foi partindo para um modelo de jogo com posições cada vez mais fixas. Aberto, Jesus sentia. Quando era agressivo para buscar a área, acrescentava muito ao time. Depois, passou a fazer dupla com Firmino no centro do ataque quando Tite tirou Neres e pôs Éverton na esquerda. Daniel Alves virou quase o ponta na direita.
O Brasil criou chances suficientes até para ganhar, além de ter tido dois gols anulados na etapa final, um deles por detalhe do toque em Firmino após a finalização de Coutinho. Mas o time já tinha menos aproximações para triangular, o jogo não fluía. Há muitos acertos a fazer num ambiente um tanto mais tenso.
(Agência O Globo)


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