Empresa alvo da PF por cartel em obras de rodovias fatura R$ 8,3 bilhões no governo Lula e supera contratos da era Bolsonaro
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| Ilustrativa - Sheyla Santos / Agência Infra |
Alvo de investigações por suspeitas de formação de cartel e de superfaturamento em obras de rodovias, a LCM Construção e Comércio faturou R$ 8,3 bilhões em obras no governo Lula. O valor supera em 25% as contratações firmadas no mesmo período do governo de Jair Bolsonaro.
A empresa ficou em primeiro lugar no ranking das empresas que mais fecharam contratos para pavimentação de vias na gestão petista. O valor faturado é quase o dobro do obtido pela segunda colocada.
A LCM firmou 128 contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em 22 estados no atual governo. A segunda colocada é a Construtora Luiz Costa Ltda., que recebeu R$ 4,8 bilhões no período, com 19 contratos.
A terceira colocada, a V. F. Gomes Construtora Ltda., aparece na lista com R$ 2,4 bilhões resultante de 45 contratos, já a Construtora Caiapó Ltda. tem 16 contratos no valor de R$ 1,54 bilhão.
A LCM atribui o volume de contratações à “destacada capacidade técnica e do comprometimento de seus milhares de colaboradores”. Em nota, a empresa nega irregularidades nas licitações e diz que tem esclarecido “questionamentos sobre suas atividades” perante os órgãos competentes.
“Sua atuação perante o Poder Público é inspirada nos mais rigorosos princípios éticos, legais e de governança”, afirma o comunicado.
por Yuri Pastori

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