Oposição vai à PF contra distribuição de cargos em troca de votos
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| Foto e reprodução: Estadão |
PPS, DEM, PTB, PSDB e PSC acusam o governo de praticar corrupção ativa, corrupção passiva e desvio de
finalidade. Matéria publicada no site do Estadão.
BRASÍLIA - Partidos de oposição vão à Polícia Federal neste sábado, 16, para apresentar uma denúncia crime contra a presidente Dilma Rousseff, o expresidente Lula e governadores que estão atuando para angariar votos favoráveis ao governo. PPS, DEM, PTB, PSDB e PSC acusam o governo de praticar corrupção ativa, corrupção passiva e desvio de finalidade. A denúncia será apresentada à PF porque a ProcuradoriaGeral da República (PGR) não tem plantão no fim de semana. Os partidos apontam como provas desses crimes a oferta de cargos e nomeações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nos últimos dias, a atuação nas negociações de ministros, dos governadores de Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Bahia, além do expresidente Lula. Eles também apontam como indício de compra de votos a transferência de terras da União para o Governo do Amapá, Estado de maioria dos votos não declarados. "O Diário Oficial amanheceu recheado de nomeações. Isso é a utilização abusiva da máquina pública para tentar reverter o processo de impeachment", disse o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). "É um absurdo. Está usando a máquina pública de forma desavergonhada, liberando recursos federais, cargos, verbas para Estados e municípios só para converter votos. Estamos vivendo um clima de certa tensão porque a intimidação provocada pelo governo, o jogo sujo e pesado do governo e da presidente Dilma é uma coisa absurda", afirmou. Votos. Apesar de oficialmente assegurar que continua tendo mais de 342 votos para aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, parte da oposição já mudou o tom do discurso outrora de certeza em relação a aprovação do atual processo de impedimento da petista. Da ala próimpeachment do PMDB, o deputado federal Mauro Pereira (RS) afirmou ontem que, se o processo de impeachment de Dilma em análise não for aprovado, a oposição pressionará o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDBRJ), a autorizar a abertura de um novo pedido. Oposição vai à PF contra distribuição de cargos em troca de votos Na sexta, pela manhã, deputados aguardam o início da sessão de debates que precede a votação sobre a admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, a ser realizada no domingo (17).
AS 24 PRIMEIRAS HORAS DA SESSÃO DE DEBATE SOBRE O PROCESSO DE IMPEACHMENT.
Na sexta, pela manhã, deputados aguardam o início da sessão de debates que precede a votação sobre a admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, a ser realizada no domingo (17).

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