Previdência deve flexibilizar regra de transição e Idade mínima para aposentaria, no entanto, deve permanecer em 65 anos
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| Foto: Marcelo Camargo/ Ag. Câmara |
BRASÍLIA - O relator da reforma da
Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), afirmou nesta
segunda-feira, 3, que pretende apresentar seu parecer na quarta-feira da semana
que vem, 12, na comissão especial da Câmara dos Deputados. Antes, o parlamentar
pretende conversar com líderes de todas as bancadas da base aliada do governo e
também com os líderes da oposição que se dispuserem a recebê-lo, numa
"peregrinação" que começa amanhã.
É a partir do relatório que serão conhecidas
as mudanças no texto da reforma da Previdência e eventuais flexibilizações nas
regras que foram desenhadas inicialmente pelo governo do presidente Michel
Temer. Algumas alterações já são dadas como certas, como a regra de transição,
mas pontos como a idade mínima de 65 anos devem ser preservados.
"Eu
continuo com essa ideia fixa em relação à idade mínima. Se não tiver a idade
mínima, não há porque fazer PEC. Já temos no mundo inteiro esse critério de
idade mínima", disse o relator. Para ele, a idade mínima para
aposentadoria é o ponto mais importante da proposta. "Em relação aos
homens, há um sentimento de muita aceitação por parte enorme dos parlamentares
que a idade de 65 anos deve ser preservada", acrescentou Oliveira Maia. O
deputado defendeu ainda que a regra valha para todos, homens e mulheres, embora
tenha dito que "não entrou nesse detalhe" durante as conversas.
"Minha ideia é que não haja diferenciação, mas vamos ouvir as bancadas."
Oliveira
Maia afirmou que as mudanças dependem menos do governo e mais de suas conversas
a partir de amanhã. O deputado afirmou que irá ouvir todas as bancadas.
"Estou indo para colher dos deputados qual interesse eles têm de mudança e
o que realmente incomoda os deputados para apoiar a PEC", disse Oliveira
Maia, que se reuniu com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e
técnicos do governo no Palácio do Planalto.
Na reunião
de hoje, Padilha e o relator da reforma acertaram os detalhes de como será o
corpo-a-corpo junto às bancadas. O governo está monitorando de perto essa
movimentação e há, nos bastidores, certa preocupação com o apoio à reforma. A
avaliação é de que a aprovação do texto será fácil na comissão especial e
difícil no plenário. O Broadcast apurou que o ministro da Casa Civil está
diretamente envolvido no mapeamento voto a voto - e ainda não arrisca placar.
A visita às
bancadas deve servir para fazer ajustes no texto da reforma e, assim, diminuir
a resistência dos parlamentares. A regra de transição, por exemplo, deve ser
modificada para um critério novo. A proposta original do governo é que homens
acima de 50 anos e mulheres acima de 45 anos na data da promulgação da PEC
tenham de cumprir um "pedágio" de 50% sobre o tempo restante de
contribuição para a aposentadoria segundo as regras atuais, escapando assim da
idade mínima.
"Estamos
avançando para um critério novo. O básico de uma nova regra de transição é
conciliar dois fatores: idade mínima e tempo de contribuição", disse Oliveira
Maia. O relator, porém, evitou dar mais detalhes sobre como deve ficar a regra.
O deputado
disse ainda que, de certa maneira, é positiva a suspensão da veiculação da
campanha publicitária sobre a reforma da Previdência, já que o texto será
mudado. "Uma coisa é a PEC, outra coisa é o relatório", disse o
relator. A campanha é alvo de uma batalha judicial deflagrada por entidades
contrárias à proposta, que resultou na suspensão das peças publicitárias. (Estadão)

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