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Petroleiros baianos tem recebido ligações com ameaças de demissão, diz coordenador do Sindpetro


Coordenador do Sindicato de Petroleiros da Bahia (Sindpetro), Jairo Batista afirmou nesta quarta-feira (12) em conversa com o BNews, que funcionários da Petrobras que aderiram à paralisação nacional que chegou ao 12° dia, tem recebido ligações com ameaças de demissão, caso não retornem aos postos de trabalho.
Na Bahia, a greve já mobilizou petroleiros do Recôncavo baiano, com 80% de paralisação nos campos de petróleo, e também na cidade de São Sebastião do Passé e Candeiras. Na refinaria Landulpho Alves, instalada no município de São Francisco do Conde, a adesão à greve é de 70%. A Petrobras já admitiu que tem procurado contratar terceirizados para manter a produção de petróleo e combustíveis regular.
"Muitos gerentes tem mandado carta intimidatória, mandando o pessoal voltar a trabalhar, dizendo que vão contratar pessoas para substituí-los", relatou Jairo. Segundo ele, profissionais aposentados e afastados da área estariam recusando a contratação.
Jairo condenou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tóffoli, que manteve a liminar que determina 90% do contigente de petroleiros atuando nos postos de trabalho, com previsão de multa de R$ 2 milhões ao dia à Petrobras. 
"Em decisão monocrática, em meio à greve, Tóffoli não só valida a multa como também manda executar imediatamente", ressalta.
O coordenador do Sindpetro diz que a categoria defende a suspensão das mais de 1 mil demissões, principalmente dos "companheiros concursados", além de cobrarem que a Petrobras cumpra o que foi determinado em acordo anterior.  /Por: Reprodução/ Rede Brasil Atual /

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