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SAJ: Mãe suspeita de troca de bebês em maternidade: "meu filho estava vivo e depois foi classificado como natimorto"

Uma gestante que deu à luz no Hospital Luis Argollo em Santo Antônio de Jesus, disse que viu seu bebê saudável quando realizou o exame de ultrassonografia, mas momentos depois após ter dado à luz recebeu a notícia que a criança havia morrido. Daiane Rosa de Jesus, residente na rodovia BA-028, Bairro São Paulo em Santo Antônio de Jesus contou que no dia 28 de Dezembro esteve na unidade hospitalar sentindo fortes dores, visto que estava grávida de 38 semanas e o médico a deixou internada para fazer exames alegando ser normal aquele sintoma. “Após nove dias internada, no dia 1º de Janeiro fiz outra ultrassonografia, foi comprovado que meu filho estava bem, inclusive presenciei tudo, no sábado quando passei pela cirurgia a enfermeira mostrou meu bebê aparentemente bem, ela disse que ele precisava ir para o berçário depois os funcionários chegaram dizendo que meu filho tinha morrido e tinha mal formação, além de Síndrome de Down”, disse a uma emissora de rádio. Ainda segundo Daiane, no domingo, quando seu marido foi vestir a criança para o enterro viu que o menino estava perfeito sem aparentar nenhuma síndrome ou deformação, o que a deixa preocupada foi o fato de ter visto seu filho bem, sem nenhuma anomalia. Conforme a redação do Voz da Bahia,a cidadã relatou ainda que seu esposo voltou ao hospital, contudo, apenas depois de muita insistência e ele ter ameaçado prestar queixa o prontuário chegou em suas mãos. “Quando meu marido leu o prontuário não havia nada por escrito, daí ele me disse que rejeitou e não assinou o documento. O atestado de óbito constava que ele nasceu morto, mas, isso não aconteceu, meu filho nasceu vivo e ainda chorou, além disso no papel há um endereço que não coincide com o local onde resido, mostra uma rua que acredito nem existir aqui. Até disse para a médica que morto não chora, porém, ela disse que eu estava delirando, mas tenho provas de minha consciência. Para completar na atadura que envolvia a criança havia nome de outra mãe, outro peso, outra data de nascimento, até mesmo constava que o bebê era do sexo feminino, sendo que meu filho era menino, a data de falecimento era diferente, pois foi no dia 2 e no papel estava escrito dia 3, meu bebê nasceu 17h37 e no documento consta 5h da manhã. Quero saber se realmente meu filho está morto, tenho dúvidas que ele foi trocado, pois, assim como a enfermeira conseguiu alegar deformação e Síndrome de Down na criança sem haver nada pode ter havido uma troca”, suspeita. De acordo ao portal Voz da Bahia,o pai da criança registrou queixa na delegacia de polícia e a mãe relata que a enfermeira se negou a conceder a liberação para o Nina fazer a autópsia, apenas depois de muito diálogo a servidora assinou o encaminhamento, mas já tinha apresentado a criança como natimorto. A cidadã levou o caso ao Ministério Público nesta quinta-feira (03), ainda não foi atendida por causa do recesso e ela garante que irá procurar todos os órgãos públicos necessários para resolver a situação. “Não vou desistir até saber o que realmente aconteceu com meu filho e eu quero Justiça, preciso de uma resposta para isso”, concluiu.

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