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Laudo aponta infecção como causa da morte do Cão Orelha e MP pede arquivamento do caso

 

Reprodução Redes Sociais

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) pediu o arquivamento das investigações do caso do cão Orelha após os laudos perciais apontarem que não havia indicativos de traumatismo recente compatível com maus-tratos, após exumação do corpo. Além disso, o veterinário descobriu que o pet sofria de osteomielite na região maxilar esquerda, uma infecção óssea grave e crônica.

"As imagens do crânio anexadas aos autos demonstram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação compatíveis com infecção de evolução prolongada!", pontuou o veterinário, confirmando que  a morte do animal está associada a uma "condição grave e preexistente".

A apuração do MP apontou ainda erros na condução da investigação inicial conduzida pela Polícia Civil e revelou que, ao contrário da cronologia estabelecida inicialmente, os adolescentes tidos como suspeitos de agredir o cão não estiveram junto do animal na orla da Praia Brava, em Florianópolis.

"Não se sustenta a tese de que ambos tenham compartilhado o mesmo espaço por aproximadamente 40 minutos, como afirmado nos relatórios policiais", diz a nota do MP ao concluir que no momento em que o adolescente agressor estava no local, o cão Orelha se encontrava a 600 metros de distância.

A Polícia Civil emitiu uma nota informado que "concluiu as investigações relacionadas ao caso e realizou, oportunamente, a divulgação oficial das medidas adotadas no âmbito do inquérito policial e que a Polícia Civil de Santa Catarina e o Ministério Público de Santa Catarina atuam de forma independente, dentro das atribuições previstas na legislação.

Relembre o caso 

O cão comunitário Orelha morreu em 4 de janeiro de 2026, na Praia Brava, bairro no norte do município brasileiro de Florianópolis, em Santa Catarina. Inicialmente as investigações apontaram que a causa da morte foi a agressão sofrida pelo animal por um grupo de jovens.

O caso teve repercussão nacional e um projeto intitulado "Lei Orelha" foi articulado, para endurecer as penas para crimes de maus-tratos a animais em Santa Catarina. O projeto já foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação e segue agora para análise das comissões de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal.

por Mariana Cedrim

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